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Rinoplastia aberta ou fechada em Curitiba: diferenças, cicatriz e indicação

O Dr. Pierre Costa, otorrinolaringologista, atende na NUE Wellness Clinic, no Ecoville, em Curitiba.

Foto do Dr. Pierre Costa, autor do artigoDr. Pierre CostaOtorrinolaringologista · CRM-PR 27071 · RQE 17336
Close de perfil de uma mulher de 28 anos de pele morena clara e cabelo castanho-escuro ondulado preso, enquadrado do olho ao queixo, levemente de

A diferença entre rinoplastia aberta e fechada está no caminho de acesso: na aberta, há uma pequena incisão na columela, a faixa de pele entre as narinas; na fechada, todas as incisões ficam dentro do nariz. Nenhuma das duas serve para todos os casos, e a escolha depende da anatomia e do que precisa ser corrigido.

Em resumo

  • Na rinoplastia aberta, uma pequena incisão na columela permite levantar a pele e ver as cartilagens diretamente; na fechada, o acesso é todo por dentro do nariz.
  • A cicatriz da columela é pequena e, em geral, fica discreta com o tempo, mas a evolução varia com a pele e a cicatrização de cada pessoa.
  • A aberta costuma ser considerada quando a ponta precisa de mudanças maiores, em revisões e quando há enxertos; a fechada, quando as mudanças são mais limitadas.
  • O acesso é escolhido na avaliação, a partir do exame do nariz por fora e por dentro, e não pela preferência do paciente.

Muita gente chega à consulta já decidida: “quero a fechada, porque não deixa cicatriz por fora”. A preocupação é legítima. Mas a escolha do acesso é uma decisão técnica, e ela depende do que o seu nariz precisa, não de qual nome soa mais simples.

A seguir estão as diferenças reais entre as duas abordagens, o que esperar da cicatriz e como o cirurgião decide. Para ver como o acesso se encaixa no planejamento completo, da consulta à recuperação, consulte a página de rinoplastia em Curitiba.

A diferença está no acesso

Rinoplastia aberta e fechada são dois caminhos para chegar às mesmas estruturas: osso, cartilagem e septo. O que muda é por onde o cirurgião entra e quanto ele consegue ver.

  • Rinoplastia aberta (externa): além das incisões por dentro das narinas, há uma pequena incisão na columela, a faixa de pele que separa as narinas. Isso permite levantar a pele da ponta e do dorso e ver as cartilagens diretamente.
  • Rinoplastia fechada (endonasal): todas as incisões ficam dentro do nariz. O cirurgião trabalha por baixo da pele, sem levantá-la por completo, com visão mais restrita das cartilagens da ponta.

Nas duas, a anestesia, o ambiente hospitalar e os cuidados básicos do pós-operatório são parecidos. A diferença está no acesso e em quanto as estruturas ficam expostas durante a cirurgia.

Aberta × fechada em uma tabela

A tabela resume as diferenças que mais importam para o paciente. Ela descreve tendências gerais, não regras: cada nariz tem particularidades.

PontoRinoplastia abertaRinoplastia fechada
IncisõesDentro das narinas e uma pequena na columelaSó dentro das narinas
Cicatriz externa do acessoPequena, na columela, em geral discreta com o tempoNenhuma
Visão das cartilagensDireta, com a pele levantadaIndireta, mais limitada
Enxertos e ajustes finos na pontaMais fáceis de posicionar e fixar com pontosPossíveis em casos selecionados
Inchaço da pontaTende a demorar mais para cederTende a ser menor na ponta
Quando costuma ser consideradaPonta complexa, nariz torto importante, revisões, uso de enxertosMudanças mais limitadas, como dorso e ajustes discretos

Uma observação: se o plano incluir estreitar a base do nariz, pequenas incisões na dobra entre a asa e a bochecha podem ser necessárias, em qualquer uma das abordagens.

A cicatriz na columela: onde fica e como evolui

A cicatriz da rinoplastia aberta fica na columela, embaixo do nariz, e costuma ser pequena. Em geral, fica discreta com o tempo, mas não desaparece por completo, e a evolução varia de pessoa para pessoa.

Alguns pontos ajudam a entender o que esperar:

  • Localização: a incisão costuma ser feita na parte mais estreita da columela, em forma de “V” invertido ou de pequeno degrau, o que ajuda a cicatriz a ficar menos aparente.
  • Ângulo de visão: por ficar embaixo do nariz, ela aparece pouco de frente e de perfil. É mais visível quando se olha o nariz de baixo para cima.
  • Primeiros meses: é comum a cicatriz ficar avermelhada ou levemente marcada no início e clarear ao longo dos meses.
  • Fatores individuais: tendência a queloide ou a cicatrizes grossas, tom de pele, tabagismo e exposição ao sol influenciam a evolução.

Se você já teve cicatrizes grossas em outras partes do corpo, conte isso na consulta. Essa informação entra no planejamento.

Quando a rinoplastia aberta costuma ser indicada

A rinoplastia aberta costuma ser considerada quando o cirurgião precisa ver e reconstruir as cartilagens com precisão. Isso é frequente em:

  • Mudanças maiores na ponta: afinar, projetar, subir ou dar sustentação a uma ponta caída.
  • Nariz torto importante: quando o septo e as cartilagens precisam ser reposicionados e fixados.
  • Uso de enxertos: cartilagem do septo ou, quando indicado, da costela, para sustentar a ponta, o dorso ou as paredes laterais.
  • Rinoplastia revisional: depois de uma cirurgia anterior, a anatomia muda, e as cicatrizes internas pedem mais visão.
  • Assimetrias: quando as cartilagens dos dois lados são diferentes e precisam ser equilibradas.

A rinoplastia estruturada, que reforça a sustentação do nariz com enxertos de cartilagem, em geral é feita pelo acesso aberto, porque depende de posicionar e fixar cada peça com precisão.

Quando a fechada pode ser suficiente

A rinoplastia fechada pode ser suficiente quando as mudanças são mais limitadas e a ponta não precisa de reconstrução. Exemplos:

  • Redução de giba sem grandes alterações na ponta.
  • Ajustes discretos de dorso ou de largura.
  • Pontas com boa sustentação que pedem só refinamentos pequenos.

A vantagem principal é não ter incisão externa no acesso e, em geral, mexer menos nos tecidos da ponta. O limite é a visão: o que não se vê com clareza é mais difícil de corrigir com precisão. Em casos complexos, insistir na fechada só para evitar a cicatriz pode trocar uma marca pequena por um resultado menos previsível.

Acesso não é a mesma coisa que técnica

“Aberta” e “fechada” dizem por onde se entra. Não dizem o que se faz lá dentro. São perguntas diferentes, e é comum confundir as duas.

O que se faz com as estruturas é a técnica: retirar ou rebaixar uma giba, reposicionar o septo, usar enxertos para sustentar a ponta, aproximar os ossos do dorso. Uma mesma manobra pode ser feita por um acesso ou por outro, conforme o caso. Por isso, ao conversar sobre a cirurgia, pergunte também o que será feito, e não só por onde.

E a respiração?

A respiração pode ser tratada nas duas abordagens. O septo, por exemplo, é corrigido por dentro do nariz em ambas. Quando há desvio de septo, cornetos aumentados ou estreitamento da válvula nasal, a correção funcional entra no mesmo tempo cirúrgico. É o que se chama rinoplastia funcional, ou rinosseptoplastia.

Em algumas situações, a parte funcional pesa na escolha do acesso. Quando a parede lateral do nariz fecha ao puxar o ar, por exemplo, pode ser preciso posicionar enxertos de sustentação, e o acesso aberto costuma facilitar esse trabalho. Para entender a diferença entre corrigir só o septo e fazer a rinoplastia junto, leia septoplastia ou rinoplastia.

Por que a escolha acontece na avaliação

O acesso é escolhido na avaliação porque depende de informações que só o exame mostra. A preferência do paciente conta, mas não decide sozinha.

Na consulta, o cirurgião avalia:

  • A queixa estética: o que incomoda e o quanto precisa mudar.
  • A pele: espessura e qualidade.
  • A estrutura: firmeza das cartilagens, formato dos ossos e posição do septo.
  • A respiração: exame por dentro do nariz, com atenção ao septo, aos cornetos e à válvula nasal.
  • O histórico: cirurgias ou traumas anteriores no nariz.

Na consulta com o Dr. Pierre Costa, otorrinolaringologista com formação em cirurgia da face, forma e respiração são avaliadas juntas, e o acesso é definido a partir desse exame.

Perguntas úteis para levar à consulta:

  1. Qual acesso o senhor indica para o meu caso, e por quê?
  2. O que será feito na ponta, no dorso e no septo?
  3. Vou precisar de enxerto de cartilagem? De onde ela viria?
  4. Como deve evoluir a cicatriz, se houver, no meu tipo de pele?
  5. Como a respiração será avaliada e tratada?

Aberta ou fechada: o que levar desta leitura

A pergunta “aberta ou fechada?” é legítima, mas a resposta vem do seu nariz. A cicatriz da columela é pequena e, em geral, discreta com o tempo, e a visão que ela proporciona pode fazer diferença em casos complexos. A fechada evita a incisão externa, mas tem limites de visão. O caminho sensato é chegar à consulta com as dúvidas anotadas e deixar a decisão para depois do exame.

Para saber como são a consulta, a cirurgia em ambiente hospitalar com equipe anestésica e a recuperação, veja a página de rinoplastia em Curitiba. Se quer entender os primeiros meses depois da cirurgia, leia recuperação da rinoplastia semana a semana.

Dr. Pierre Costa
Escrito por

Dr. Pierre Costa

Otorrinolaringologista com formação em cirurgia da face (CRM-PR 27071 · RQE 17336). 18 anos de experiência cirúrgica e mais de 3.200 cirurgias otorrinolaringológicas e plásticas faciais. Atende na NUE Wellness Clinic, Ecoville.

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A rinoplastia aberta deixa cicatriz?

Deixa uma pequena cicatriz na columela, a faixa de pele entre as narinas. Em geral, ela fica discreta com o tempo e aparece mais quando o nariz é visto de baixo. A evolução depende da pele, da tendência a cicatrizes grossas e dos cuidados com o sol.

A rinoplastia fechada incha menos?

A fechada mexe menos nos tecidos da ponta, e o inchaço nessa região tende a ser menor. Mas o inchaço depende também da pele, da extensão da cirurgia e da cicatrização de cada pessoa. Não deve ser o único critério para escolher o acesso.

Posso escolher entre aberta e fechada?

Você pode e deve dizer sua preferência e suas preocupações. A decisão, porém, depende do exame: o que precisa ser corrigido, a firmeza das cartilagens, a pele e a respiração. Em casos complexos, a necessidade técnica pesa mais do que a preferência.

Dá para corrigir o desvio de septo nas duas abordagens?

Sim. O septo é corrigido por dentro do nariz nas duas abordagens. Quando há desvio, cornetos aumentados ou problema de válvula nasal, a correção funcional pode ser feita no mesmo tempo cirúrgico da rinoplastia.

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A consulta com o Dr. Pierre Costa avalia forma e função no mesmo planejamento. O agendamento é feito pelo WhatsApp.

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